top of page

Conheça Cidade Invisível, a série brasileira da Netflix que conquistou o mundo

Atualizado: 2 de mai. de 2021



Por Letícia Remonte



No início de fevereiro, Cidade Invisível foi lançada pela Netflix. A primeira temporada logo conquistou o público por ter atores renomados no elenco, como Alessandra Negrini e Marco Pigossi. O enredo, que trata do folclore nacional, foi o estopim para explodir o sucesso da série no país e no mundo, garantindo a segunda temporada da produção, que é inteiramente brasileira.


A história se passa em uma vila próxima a cidade do Rio de Janeiro, intitulada Vila Boré. Lá, existe uma população muito apaixonada pelo local que luta para não ter de deixá-lo, já que é almejado por uma construtora para transformar a vila em um eco resort. A antropóloga Gabriela (Julia Konrad) defende a preservação da mata e da cultura folclórica extremamente presente na comunidade. Ela é casada com Eric (Marco Pigossi), um policial ambiental cético que em alguns momentos, chega a desdenhar das crenças da esposa.



Em uma festa junina, um incêndio atinge a mata. A filha do casal, Luna (Manu Dieguez) é atraída pelo fogo e Gabriela, ao adentrar às chamas em busca da filha, acaba morta. A partir daí, a saga de Eric para desvendar a morte da esposa se inicia, fantasmas de seu passado vêm à tona e ele descobre coisas sobre sua vida que mudam seu destino para sempre.


Os personagens do folclore retratados em Cidade Invisível, convivem em sociedade normalmente, com nomes diferentes, para que possam preservar suas entidades de uma maldição chamada Corpo-Seco (Eduardo Chagas), que planeja destruí-los. Inês/Cuca (Alessandra Negrini), é a chefe da gangue que conta com Tutu/Tutu-Marambá (Jimmy London), Isac/Saci-Pererê (Wesley Guimarães), Iberê/Curupira (Fábio Lago), Camila/Iara (Jéssica Córes) e Manaus/Boto-Cor-De-Rosa (Victor Sparapane).


Internautas levantaram polêmica sobre Cidade Invisível assim que a produção foi ao ar. A ausência de atores indígenas e a falta dos mesmos na criação de roteiros, deu espaço para críticas do próprio povo indígena, como o ativista da tribo Pataxó Hã-Hã-Hãe, que usou seu twitter para expor seu ponto de vista: “É uma grande produção nacional, uma pena que erraram. Faltou estudar mais e ser respeitoso. (...) a cultura sagrada de um povo é tratada como uma fantasia exótica. Reforçando pensamentos equivocados que os gringos tem sobre nossa cultura”.





Apesar da preocupação com a visão da série no exterior, a produção bombou ao redor do mundo, ficando em primeiro lugar de assistidos da versão americana da plataforma de streaming na semana de lançamento. Veiculada em mais de 40 países, recebeu tweets e comentários eufóricos de diversos países, como Itália, Suécia e França.


Aqui no Brasil, mesmo com as polêmicas, a série é a nova paixão nacional. A mistura de romance, suspense e ação ainda não tem data definida para a estreia da próxima temporada, mas sem dúvidas deixa nos espectadores a sensação de “quero mais”. Cidade Invisível é sucesso absoluto!


Comentários


bottom of page